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***Comunicação Interna & Corporativa*** by Said


Finalmente Gente Grande.

A Comunicação Interna finalmente conquista seu lugar.

Ok, não em todas empresas e nem sempre com dimensão estratégia, estrutura e budget apropriados, mas vamos chegar lá.

Muito contribui para esse momento, seja o trabalho de bons profissionais, a pós crise, os benchmarks, a humanização da gestão, a chegada de novas gerações na liderança das empresas, a disseminação do capital humano, a profissionalização do mercado brasileiro etc.

O fato é que veja muitas empresas se mexendo, o mercado aquecido e os líderes cada vez mais querendo se apropriar dos conceitos.

Bons ventos para 2011! Você está preparado?



Escrito por André Luiz Said Guilherme às 21h24
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A Comunicação é LIMITADA

 

Refletindo sobre os tipos de Comunicação Corporativa e as infinitas possibilidades de atuação tenho uma certeza: a capacidade de influência do profissional ou de resultado da própria área é limitada.

Parece esquizofrênico mas é fato. O primeiro passo para o sucesso de um profissional de comunicação no mundo corporativo, independente de sua formação, é deixar qualquer ego ou salto alto de lado e ter a humildade de reconhecer seus limites e bem delimitar o seu campo de atuação de acordo com as competências do seu "negócio" ou métier.

Isso porque as possibilidades de comunicação podem ser infinitas, mas sem a parceria com outros profissionais ou áreas mais gabaritadas para lidar com determinados assuntos, não se chega a sucesso algum. Nossa área de atuação vai até onde começa a do outro e as duas juntas chegam ao objetivo e geram reputação esperados.

Algumas das principais relações internas importantes a serem consideradas:

  • Comunicação com a Mídia - Alta direção, Marketing, Produto e Jurídico;
  • Comunicação Interna - CEO, Recursos Humanos, Jurídico, Marketing e ponto focal em todas as áreas/ unidades;
  • Comunicação com Investidores - Alta Direção, Relações com Investidores ou Mercado, Jurídico e Marketing;
  • Comunicação com o Governo - Regulatório, Relações Governamentais; Expansão, Jurídico e Financeiro;
  • Comunicação de Risco - Comitê de Crise ou Alta Direção, Jurídico e Marketing;
  • Propaganda Corporativa - Marketing;
  • Comunicação com a comunidade - Recursos Humanos, Jurídico, Comitê RSE e Alta Direção.

O objetivo é compartilhar a reflexão e não esgotamento das possibilidades porque seria muita pretensão. Nem coloco aqui os stakeholders externos, acionistas, entidades de classe, fornecedores etc.

Mas deixo o convite à sempre refletir e evoluir nas relações com bastante proximidade, escuta e humildade de aprender e reconhecer o valor e competência de todos esses profissionais.



Escrito por André Luiz Said Guilherme às 01h12
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MARCA

Você sabe o valor de uma MARCA? Se não sabe, melhor não mexer com a da sua empresa.

Marca é muito mais...

Mais que falar em Branding só porque tá na moda, é um nome bonito e seu colega não sabe o que é.
Mais que querer, ela deve ser e representar a missão da empresa para o cliente.
Mais que um "vestir a camisa" sua equipe deve defendê-la no dia a dia.
Mais que uma campanha bonita ou um quadro na parede.
Mais que uma pesquisa.

Marca conta uma história, marca é feita de pessoas, marca é embuída de valores, marca é feita de percepções do cliente, marca deve simbolizar a cultura e razão de ser de uma empresa, marca é construída, valorizada ou destruída por aqueles que trabalham na empresa.

Ao entender o valor de uma marca pensamos questões de base que vão muito além de um desenho, da cor que fica mais bonita ou de um lifting, nada adianta se não houver conteúdo expresso naquele logotipo, ícone ou logomarca.

Comunicação por si só não resolve nada, comunicação não cria ou sustenta imagem forte se ela não tiver bases sólidas.

Como diriam os antigos: Quem semeia vento, colhe tempestade. Por isso, cuidado com o que anda fazendo ou quem você coloca para representar a sua marca.



Escrito por André Luiz Said Guilherme às 23h04
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ESTOU PERPLEXO

Meu otimismo não tem limites. Imagine que eu estou perplexo com a baixa capacidade de comunicação dos candidatos às eleições 2010. Deveria estar acostumado mas me indigno. Não vou citar nomes, basta assistir ou ouvir qualquer entrevista, discurso ou debate para chorar e lembrar o Engenheiros do Hawaii (aos mais novos: é uma banda de rock anos 80, rsrs)...

Eu presto atenção no que eles dizem
Mas eles não dizem nada
Fidel e pinochet tiram sarro de você
que não faz nada

Toda forma de poder
É uma forma de morrer por nada

A história se repete
Mas a força deixa a estória mal contada

Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer tudo que eu vi

O Fascismo é fascinante
Deixa a gente ignorante e fascinada
É tão fácil ir adiante
E esquecer que a coisa toda tá errada

Eu presto atenção no que eles dizem
Mas eles não dizem nada



Escrito por André Luiz Said Guilherme às 23h58
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Estruturando a Comunicação Interna

Sob qual área deve ficar a Comunicação Interna?
Qual o tamanho de uma equipe ideal?
Quais as core competências?

Essas são perguntas comuns em empresas que ainda não tem a Comunicação Interna como uma área estratégica ou sedimentada na empresa. Por isso, muitas vezes a Comunicação Interna começa sendo delegada a uma pessoa recrutada internamente, subordinada a uma Gerência e reconhecida inicialmente pelos cartazes coloridos, "jornalzinho" e eventos animados.

O fato é que não existe uma única resposta para as perguntas acima, mas vou colocar aqui a minha opinião, construída em 10 anos trabalhando com comunicação interna em agência e em 3 grandes empresas.

A Comunicação Interna deve ficar sob a área que melhor lhe dará condições de se tornar estratégica. Por isso, pode variar de acordo com a estrutura ou momento de cada empresa. Pensando em uma grande empresa já bastante amadurecida no mercado, acredito que deva ficar sob uma Direção de Comunicação (ainda rara no mercado). Não havendo essa diretoria estabelecida na empresa, o melhor lugar é a Diretoria de RH. Em ambos os casos essas Diretorias (ou VP) devem estar ligadas diretamente ao CEO. A Comunicação Interna ligada ao CEO pode ser importante para ganhar credibilidade e notoriedade em um dado momento, mas não acredito que esse seja o melhor modelo.

Acredito que é mais importante a autonomia e espaço da área do que onde ela está, porque a Comunicação Interna deve ser antes de mais nada uma área transversal. Guardiã dos valores, da cultura e da filosofia da empresa, representante legítima da "voz" dos colaboradores e, somado a isso, abordar de forma equilibrada processos, produtos e serviços, clientes e resultados econômicos, buscando assim contribuir para uma cultura de alta performance e satisfação de todos os stakeholders.

Uma equipe ideal de Comunicação Interna depende da decisão de terceirizar ou internalizar a criação e a produção dos materiais e publicações. Porém, considero uma estrutura interessante ter colaboradores multidisciplinares, que transitem nas diversas áreas da comunicação: Rádio, TV, Jornalismo, Relações Públicas, Marketing, Publicidade etc. Somado a isso, pessoas que verdadeiramente amem pessoas, criativas, que liderem projetos, manifestem os valores e vivenciem a cultura da empresa.

Uma estrutura mínima para dar credibilidade e produtividade à área: 1 Gerente (nada mais e nada menos para liderar); 1 Coordenador/ Analista; 1 Assistente/ Estagiário.



Escrito por André Luiz Said Guilherme às 00h08
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Comunicando o BSC

Algumas dicas rápidas e rasas sobre comunicação interna do Balanced Scorecard.

  

  • Sem dúvida a Comunicação Interna deve estar alinhada ao BSC, e os objetivos específicos da área devem estar a serviço dos eixos estratégicos.
  • Existe uma matriz que preza que quanto maior o nível hierárquico maior o nível de incerteza, portanto, mesmo com a transparência sempre cabe avaliar "o que para quem" na comunicação, principalmente em assuntos estratégicos. Ex.: O Mapa Estratégico completo pode ficar restrito à alta liderança.
  • Todos os colaboradores devem conhecer os Eixos / Objetivos / Indicadores / Ações Táticas. Devemos ensiná-los a ler um BSC, a desdobrar, a acompanhar etc.
  • Todos devem ter objetivos SMART individuais relacionados ao BSC da empresa para se sentir parte do negócio e visualizar sua contribuição. Se atrelado à meritocracia, melhor ainda.
  • Mas lembre-se: Comunicação Interna continua sendo suporte, nada substitui a comunicação presencial da liderança.



Escrito por André Luiz Said Guilherme às 11h10
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22 Anos sem Chacrinha

Há 22 anos, o Brasil perdia José Abelardo Barbosa de Medeiros, o Chacrinha, que foi um grande comunicador de rádio e um dos maiores nomes da TV no Brasil, como apresentador de programas de auditório, enorme sucesso dos anos 1950 aos 1980.

Em seus programas de televisão, foram revelados para o país inteiro nomes como Roberto Carlos, Paulo Sérgio e Raul Seixas, entre muitos outros. 

Em 1970 buzinava calouros, distribuía abacaxis e perguntava "Vai para o trono, ou não vai?". Suas frases e bordões ficaram famosos, como "Na televisão nada se cria, tudo se copia"; "Graças a Deus o programa acabou"; "Quem não se comunica se trumbica"; "Eu vim para confundir, não para explicar!" e “Roda, roda, roda e avisa!”

Case de ComunicaçãoQuando o bacalhau encalhou nas Casas da Banha, seu patrocinador na TV Tupi, Chacrinha arrumou um jeito de reverter a situação. Durante o programa, se virou para o auditório: "Vocês querem bacalhau?", e atirava o peixe para o auditório, onde a platéia disputava a tapa o produto. As vendas explodiram e ele explicou: "Brasileiro adora ganhar um presentinho."

 

Faleceu no dia 30 de junho de 1988, às 23h30, de infarto do miocárdio e insuficiência respiratória (tinha câncer no pulmão), aos 70 anos.
O último programa "Cassino do Chacrinha" foi ao ar em 2 de julho de 1988.



Escrito por André Luiz Said Guilherme às 23h08
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"Ei você aí, me dá uma banda aí, me dá mais espaço aí..."

Frente ao Twitter sobrecarregado, bandas cada vez mais largas que ainda assim não dão conta e redes com tráfego intenso de fazer inveja às Marginais...

A tecnologia parece avançar na mesma proporção que os bugs, porém, as novas ferramentas estão sempre em débito com a infraestrutura.

Voltamos ao tempo dos ramais ocupados, mas sem a telefonista ou a Ura para nos irritar, agora temos ampulhetas e mensagens de erro em seu lugar.

 



Escrito por André Luiz Said Guilherme às 23h25
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Nada substitui o contato humano

Sem dúvida a tecnologia favorece o networking, ajuda na manutenção das relações, resgate de contatos e atualização das informações, mas nada substitui o contato humano.

Hoje em mais um encontro pessoal com um contato até então virtual, minha certeza de que um gesto, uma expressão e uma boa conversa ainda estão longe de ser alcançados ou cobertos pelas ferramentas multimídias.

"Confiávamos uns nos outros, mas precisávamos do contato pessoal. Agora, além de confiar neles, os conheço bem. Valeu a pena viajar milhares de quilômetros para ver que concordamos em todos os objetivos e em todos os meios de obtê-los." Franklin Delano Roosevelt - Junho de 1944 após estabelecer contato pessoal com russos e soviéticos.



Escrito por André Luiz Said Guilherme às 22h52
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Empresa sustentável e orgânica deve ser humana

Empresas que são feitas somente de ativos, processos, objetivos, guidelines e resultados não sobrevivem de forma sustentável.

Empresas sustentáveis sabem que as pessoas estão no centro do negócio, sejam clientes, colaboradores ou parceiros.

Pessoas que utilizam sua razão e ação no dia a dia, mas, só se engajam verdadeiramente ao negócio e se motivam quando estão ligados a um projeto ou à empresa pelo coração.

Para um colaborador a empresa é muitas vezes personificada na liderança, porém, não somente...

Valores, Missão, Visão, filosofias, crenças e política de gestão de pessoas devem estar a serviço de uma verdadeira cultura humana sustentável, para que possam gerar o prazer em trabalhar em determinada empresa.

Para conquistar esse equilíbrio pode-se orientar as ações da empresa reguardando sempre o balanceamento de 4 eixos: Mercado e Cliente | Equipe e Pessoas | Processos e Produtos/Serviços | Resultado.

Uma empresa orgânica e sustentável começa e cresce de dentro para fora.



Escrito por André Luiz Said Guilherme às 22h10
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Be simple - o dom da simplicidade.

Um tema que não canso de comentar é a simplicidade. Como diz a PHILIPS "Sense and Simplicity".

Alguns profissionais parece que ganham para complicar, poderia apostar que essa habilidade está em suas avaliações de desempenho.

Mal sabem eles que não dói, não custa e principalmente não há nada de errado ou vergonhoso em ser criativo, informativo e inovador, porém, simples. O que é completamente diferente de ser simplório ou qualquer outra conotação negativa. Simplicidade ajuda na empatia, na absorção e na efetividade da mensagem.



Escrito por André Luiz Said Guilherme às 23h19
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Novos paradigmas da comunicação

Muito se fala em quebra de paradigma, porém, ele não deixa de existir como muitos pensam, ele na verdade é subtituído por um novo modelo, crença ou padrão a ser seguido.

 

  • Antes se falava que a tecnologia ia esfriar as relações, mas hoje as pessoas se conhecem, se encontram ou reencontram pela internet após anos de ostracismo.

 

  • Um dos papéis da Comunicação na empresa era controlar e perseguir informações fugitivas, hoje a tecnologia amplifica a rádio corredor a níveis assustadores.

 

  • A internet era basicamente chat, banner e pop up para todo lado, quase tudo era pago, mas, rapidamente se tornou colaborativa, em rede e cada vez mais gratuita.

 

  • A comunicação virtual era de mão única, como um jornal ou revista, hoje o poder está no usuário.

 

  • Há poucos anos muitas empresas não sabiam porque ter um site na internet ou uma intranet, hoje continuam não sabendo, mas quase todos tem.

 

  • E-commerce e internet banking era coisa de louco, arriscado, pouco seguro, hoje me impressiono com pessoas de quase 70 anos pilotando com maestria essas operações.

 

  • Ainda hoje se subestima o público interno das empresas, mas tecnologia virou status a ponto de quanto menor o poder aquisitivo melhor é o celular.

 

  • Comunicadores muitas vezes abafavam informações, hoje em dia o marketing viral, boca a boca e em rede reina soberano.

 

  • Natureza era coisa de ex-hippie ou radicalista alienado do mundo moderno, hoje ninguém questiona e toda empresa corre para sair na foto.

 

  • Antigamente cliente insatisfeito podia se perder no SAC, hoje ele exige e grita seus direitos à amigos, funcionários da empresa e desconhecidos, na Tv, no rádio, tudo via internet.

 

  • Ter e-mail ou celular era opcional, hoje parece um crime não ter, é praticamente um ser de outro planeta que os mais jovens não sabem como ainda vive.

 

A importância de estar antenado é que, se você não está na vanguarda, pelo menos consegue perceber o trem bala chegando há tempo, pois, o tempo de pegar o bonde andando já era.

 



Escrito por André Luiz Said Guilherme às 02h30
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Relevância, ou você tem ou...

Comunicação sem relevância é como um vendedor de Barsa batendo hoje à sua porta. Vivemos rodeados de marcas e mensagens, recados e avisos, por isso, a comunicação deve ter significado e prestar um serviço a quem recebe.

 

Conhecer seu público e adequar a ele a sua mensagem se torna essencial, não basta dar uma gravata borboleta a um sapo, pode ficar simpático, mas continua sendo um sapo. Subestimar a inteligência de seu receptor é um erro que pode ser fatal.

 

É preciso um exercício de empatia constante. É como não vender um tijolo, mas sim a possibilidade de construir a casa dos seus sonhos.



Escrito por André Luiz Said Guilherme às 23h11
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Tecnologia não é nada sem conteúdo

Ninguém mais duvida que a tecnologia chegou para ficar, evoluir e a cada dia mais se democratizar.

 

Cabe aos profissionais de comunicação interna conseguirem o mesmo reconhecimento de seus produtos e serviços, afinal, tecnologia não é nada sem conteúdo relevante ao usuário.

 

E os colaboradores também enquanto usuários precisam ser formados, pois uma ferramenta de tecnologia também não é nada sem um objetivo claro, manutenção e moderação.

 



Escrito por André Luiz Said Guilherme às 01h29
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Se não funciona não é comunicação.



Escrito por André Luiz Said Guilherme às 16h23
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